quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A escolha dos Capangas

A gangue sinistra do filme DIA DE PRETO foi idealizada como uma paródia dos vilões clássicos do cinema, obviamente vestidos de negro e sempre com uma expressão fria e ameaçadora no rosto. Para interpretar os capangas, foram selecionados atores com o perfil desejado, de maneiras diversas. Inicialmente, o primeiro tratamento do roteiro previa apenas três homens, e o primeiro escolhido foi Heráclito Junior, na foto acima com seu companheiro de cena Deivid Araújo, fazendo a cara de mau típica dos personagens.

Na gravação do “monstro” do filme (no qual a equipe de pré-produção atuou como os personagens), um dos capangas teve de ser interpretado pela assistente de produção Adriana Gaspar (imagem acima, numa cena do “monstro”). Inspirados pelo resultado, os diretores decidiram que um dos capangas deveria ser uma mulher. Posteriormente, um acordo com o RIOSHOPPING definiu que os vencedores do concurso “Miss e Mister Jacarepaguá 2006”, organizado pelo shopping - e que teve o diretor Marcial Renato como um dos jurados - teriam uma participação no filme. Assim, Andrea Cassali e Deivid Araújo, ganhadores do título naquele ano, foram escalados para completar a gangue.

Já na fase de ensaios, a ideia evoluiu para a concepção de dois casais de capangas. Indicada pela caracterizadora Kris Kulnig, a atriz Naiara Hawaii (na foto acima entre a assistente de produção Renata Alves e a outra capanga, Andrea Cassali) se juntou ao grupo, fechando o casting da turma que persegue o personagem principal do filme durante todo o DIA DE PRETO.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O apoio dos lojistas

Um dos fatores mais importantes para a realização do filme DIA DE PRETO foi o apoio dos lojistas do RIOSHOPPING. Além das peças de figurino e cenografia, o empréstimo de karts de corrida, serviços de cabeleireiro e o fornecimento da alimentação para a produção, a equipe do shopping também foi uma companhia importante nas longas jornadas de trabalho. Na foto acima, o diretor Marcial Renato e a diretora de arte e figurinista Karin Kulnig posam com Rubem e Lia, responsáveis pelo restaurante Tacacá, que visitavam o set para a entrega do lanche da madrugada.

De forma geral, os funcionários e lojistas adotaram a produção do filme com muito carinho, torcendo pela realização e acompanhando de perto os trabalhos. Nos finais de semana, a lanchonete Cantinho de Passa Quatro permanecia aberta até altas horas, e muitas vezes “salvou” a gula da produção com doces e salgados mineiros, especialidade da casa. Na foto acima, o responsável pelo estabelecimento, Glauco, posa atrás do balcão com os proprietários da loja Sk8 Box, que também forneceu peças de figurino para os personagens. Dias de muito trabalho, mas que deixaram saudades em toda a equipe.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A gravação do making of

Na festa da primeira exibição do DIA DE PRETO, a produção montou um pequeno set para gravar os depoimentos da equipe e do elenco sobre a participação no projeto e as expectativas em relação ao filme. Na foto acima, Marcelo Batista dá uma entrevista para as câmeras operadas pelo assistente de direção Marcos Herdade e pelo assistente de câmera Leandro Mathiello, observados pela diretora de arte e figurinista Karin Kulnig. Os depoimentos serão utilizados para a edição do making of oficial do longa-metragem.

Nos depoimentos da equipe, quem arrancou risadas foi o diretor Daniel Mattos (na foto acima com o ator Raul Ferreira), ao afirmar que o filme tinha superado todas as suas expectativas, uma vez que ele não tinha qualquer expectativa antes de começar o projeto... Já os diretores Marcial Renato e Marcos Felipe destacaram a importância daquela primeira exibição, ressaltando que suas maiores expectativas estavam relacionadas à platéia do evento. Para eles, a avaliação dos profissionais que tornaram possível a conclusão da obra era o maior objetivo do encontro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Suspense, gargalhadas e satisfação geral

Durante uma hora e meia, todos os olhares estavam concentrados na tela, onde o DIA DE PRETO fazia o seu début fora da ilha de edição. Vez ou outra, os momentos de tensão e suspense do filme davam lugar a risadas, que se tornaram gargalhadas abertas nas cenas mais bem humoradas. Ansiosos para conferir a atuação de cada um, o elenco só conseguiu relaxar no fim da sessão. Satisfeitos com o resultado do trabalho coletivo, Marcelo Batista e Naiara Hawaii posam após a exibição (foto), curtindo a festa organizada pela produção.

Acima, o diretor Marcial Renato posa ao lado de Heráclito Junior, o anfitrião da festa, realizada no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Amigos de infância, Marcial e Heráclito cuidaram dos detalhes da noite, de forma que todos pudessem apreciar o filme e celebrar um momento bastante aguardado, numa festa exclusiva para a equipe e o elenco.

domingo, 31 de julho de 2011

A primeira exibição do filme

No último sábado, dia 30 de julho de 2011, toda a equipe se reuniu para assistir, pela primeira vez, ao filme DIA DE PRETO na íntegra. Decorridos cinco anos das gravações do longa-metragem, um misto de ansiedade e alegria pela conclusão dos trabalhos marcou a noite, que contou com a presença maciça do elenco. Na foto acima, os atores Raul Ferreira e Ricardo Bonaverti celebram o reencontro e a primeira exibição da obra, que foi aprovada por todos os espectadores da sessão, como Paula Wetzel, mulher do diretor Daniel Mattos, na foto abaixo ao lado da produtora executiva Anna Carolina Monteiro de Barros.

Aqui no blog, mais detalhes da festa da primeira exibição serão publicados ao longo das próximas semanas, mostrando as imagens do evento e as expectativas de cada integrante da equipe após a conclusão da produção e a aproximação da fase de difusão do filme. Até!

sábado, 30 de julho de 2011

A Igreja de Nossa Senhora da Penna

A Igreja de Nossa Senhora da Penna é um dos templos mais antigos da História do Brasil. Erguida em meados do século XVII, sua origem está envolvida com a lenda do primeiro escravo negro alforriado no País, pano de fundo para o filme DIA DE PRETO. A versão oficial, disponível no site do santuário católico, aponta a data de 8 de setembro de 1661 como o dia da aparição da Santa, sendo a Igreja construída pelo Padre Manuel de Araújo três anos depois. Outras fontes, no entanto, afirmam que a primeira construção de uma “casa para rezar e defender cristãos” no cume da Pedra do Galo, coração do bairro da Freguesia, remonta ao ano de 1633, por obra de um eremita recluso, o primeiro morador da colina.

Para chegar à Igreja, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, é necessário avançar por uma subida íngreme de calçamento “pé-de-moleque” (foto ao lado), construída por escravos durante o período colonial. No alto, os visitantes se deleitam uma paisagem deslumbrante, dos maciços da Tijuca até o oceano Atlântico, passando pela visão de toda a baixada de Jacarepaguá. No filme DIA DE PRETO, entretanto, uma intervenção de computação gráfica foi necessária nos planos em que a Igreja aparece no alto da Pedra do Galo. Observada de longe, podemos avistar hoje apenas uma pequena parte da única torre sineira da Igreja, encoberta pela vegetação, de um lado, e pela casa dos romeiros, de outro. Por isso, uma imagem da Igreja foi aplicada digitalmente no alto da Pedra do Galo (imagem abaixo), de forma que os espectadores pudessem identificá-la no filme.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A caixinha

Outro objeto de cena marcante do filme DIA DE PRETO, e diretamente relacionado ao sino sagrado, tema da matéria abaixo, é a caixinha de madeira que abriga a relíquia. Na maioria das cenas, entretanto, a caixinha aparece sem a peça, o que significa que alguém – o Preto - está com problemas. No filme, a aparição do formato típico de um sino recortado na madeira, revelando um espaço vazio (imagem acima) é uma espécie de senha para o início de um momento de tensão ou de perseguição.

Para caracterizar o envelhecimento da caixinha, foram produzidas duas versões da peça cenográfica. No século XVII, a caixinha está nova em folha, perfeita carpintaria em madeira lustrosa (foto acima, na mesa do Senhor do Engenho D’Água). Nos dias de hoje, trincas, farpas, tecos e muitos cantos desgastados procuram dar o tom da passagem de três séculos de história, cumprindo com louvor, pelo menos até o Dia de Preto, a tarefa de guardar o maior tesouro de uma família rica e tradicional.